A tragédia radiológica do Césio-137, ocorrida em Goiânia, mobilizou servidores da segurança e do socorro em condições excepcionais. A discussão sobre promoção por bravura exige reconstruir a participação individual e identificar a legislação vigente na carreira à época dos fatos.

Bravura não se presume apenas pela presença na operação. Normalmente devem ser demonstrados risco extraordinário, iniciativa, coragem e atuação além do dever funcional comum, conforme os critérios do estatuto aplicável.

Documentos funcionais, escalas, ordens de missão, registros médicos, relatórios, testemunhos e reconhecimentos administrativos podem ser decisivos. A passagem do tempo torna a organização dessas provas ainda mais importante.

Também devem ser examinados prescrição, precedentes, tratamento dado a colegas em situação equivalente e competência da autoridade responsável. O caso exige análise individualizada, sem promessa automática de promoção.